O ancião, bem animado
e vestido, achava-se no recinto do baile. O indivíduo, no estado dos oitenta e
cinco anos, fazia-se de jovem. A dança, na associação da esposa, sobrevinha no ensaio.
Os marcados passos, no movimentado salão, caíam no atropelo e suporte.
A companheira, no
experimento da velhice, ocorria na calma e preocupação. A minúcia, na
observação do alheio, sobreveio na frequência da mesa. O ancião, no
reconhecimento da peripécia, fora apresentado e congratulado pelo andante.
Os dedos, na
proporção de dois, viram-se dedilhados no tabuleiro. A dupla, na noção e
presteza, seguia o compasso da animação e cantoria. O hino exteriorizava alegria
e beleza. O alento, na essência das canções e notas, sinalizava segredo da desdobrada
existência.
O curioso, na indiscrição,
indagou: “- O senhor fora músico?” A admiração, na explicação e informação, assumira
astúcia. A aprovação, em cinquenta anos (na atuação musical), fora avaliada. A vida
dirigida na delícia e vocação. O detalhe apregoa o amor.
A aptidão
e destreza, em consorciação e dedicação, sobrevém no “ganha pão”. A ação, no
pormenor, revela a idolatria e passatempo.
Guido Lang
“Singelas Crônicas
das Vivências”
Crédito da imagem: http://milenapesy.blogspot.com.br/
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