A árvore, velha gigante,
via-se imponente na plantação. O vegetal, por décadas, via-se marca naquele
singelo espaço. A revolução agrícola exigiu adaptações e reformulações!
A mecanização, nas
potentes máquinas, trouxe empecilhos ao manejo. Os contornos e reviravoltas, no
desperdício de área, ocorriam no interior dos inesgotáveis plantios!
O produtor, nesta safra,
mostrou-se decidido. O proprietário queria lavoura limpa. Alguns centímetros,
na pequena propriedade, viram-se conquistados à natureza!
Mãos à obra foi o jeito.
A furadeira, na base do tronco, abriu modesto buraco. A artimanha, no interior
da cratera, consistiu em derramar alguma amostra de Roundup (veneno)!
O vegetal, em dias, cedeu
à existência. A planta, em lenha, acabou retalhada. Exemplares jovens, nas
encostas, morros e pedreiras, asseguraram a espécie no bioma!
Os solos, na
agroindústria, veem-se disputados a palmos. Os financiamentos exigem contínua produção.
Ganhos permitem honrar débitos. O capitalismo exterioriza as caras!
Os vizinhos, na
autoproteção, previnem-se da legislação. O acobertado comunitário, na
abstinência de denúncia, funciona no agrado. “Boca fechada não entra mosca!”
A legislação, em situações, mais atrapalha do que auxilia.
O bom senso precisa predominar entre preservação e produção!
Guido Lang
“Crônicas das
Colônias”
Crédito da imagem: http://www.e-fazendas.com.br/site2/
Nenhum comentário:
Postar um comentário