As pessoas, no
contexto do asfalto, barulho e concreto, andam ansiosas e transtornadas. A
questão financeira, na ânsia dos consumos e necessidades, incute exageros e
neuroses. A selva de pedra, na artificial existência, alterna ânimos e apegos.
A ardente
concorrência, na luta pela sobrevivência, conduz as últimas decorrências. Os
semelhantes, nos forasteiros, incorrem na conta do estorvo e indiferença. O
princípio, no “cuidado do próprio nariz”, advém na apreensão. A alheia vida cai
no banal e rejeite.
O sujeito, no espaço
das multidões, precisa “encher-se de paciência e prudência”. O equívoco, no
exemplo, sucede-se “em pisar no alheio pé”. As desculpas, no imediato, precisam
acontecer. O impensado, na extrema inquietação, pode cair na violência e
xingação.
A tendência, na
explosão humana, consiste na ampliação dos conflitos e intrigas. Os acertos de
contas, na espécie de seleção natural, inspiram ameaças e receios. Sábios, nas
proscrições e psicoses, são aqueles que conseguem ficar velhos e permanecer
serenos.
As pessoas, no fervor do sangue, carecem de refletir nas
consequências e punições. As cedências, nos acertos e desacertos, consentem caráter
e sobrevida.
Guido Lang
“Singelas Crônicas
das Vivências”
Crédito da imagem: http://desabafodeumcidadao.blogspot.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário