sábado, 12 de abril de 2014

O dom da palavra



Aquele guri, filho das colônias, mantinha algo de diverso do tradicional da gurizada. Este, na ímpar vocação, possuía o carisma de chamar e prender atenção!
O rebento, de humilde e retirada família, convivia com dificuldades e necessidades. A alimentação havia na essência. O dinheiro via-se na carência. O jeito foi adequar-se a situação!
Os pedidos, da alheia cortesia e gentileza, tornaram-se marcante realidade. O exemplo, entre inúmeros empecilhos, consistia em achegar-se e deslocar-se às cidades!
As caronas, de eventuais e ocasionais condutores, transcorriam com carroceiros, leiteiros, taxistas e tratoristas. O menino, entre o pessoal, absorvia atenção e compaixão!
O fulano, no desfecho das histórias, ostentava a ímpar e nobre palavra. O comportamento, numa aparente deseducação, sucedia-se entre crianças, jovens e idosos!
O tempo, como líder nato, revelaram a profissão e vocação. A política, por gestões, conduziu ao mando da cidade. Um prefeito carismático e ousado chefe partidário!
O indivíduo, nalguma atividade, vê-se como destaque e expressão. A esperteza e inteligência consistem em conciliar conhecimento e habilidade com o “ganha pão”!
A vocação, no sublime dom, salta aos atentos e entendidos olhos. O cidadão, em quaisquer circunstâncias, pode jamais negligenciar ou subestimar a alheia capacidade!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.theguardian.com/books/booksblog/2012/feb/13/history-historical-novels-books-podcast

A velada discriminação


Os jovens, nas avenidas e ruas, dominam os cenários. Os idosos, no geral, encontram-se entocados nas moradias. A preocupação, na saúde, ostenta-se a essência das atenções!
O cidadão, na terceira idade, encontra-se “na melhor idade”. A despreocupação, no ganho do trabalho, vê-se bela sina. A ideia consiste em vivenciar bons e interessantes dias!
O detalhe relaciona-se ao espaço dos anciões. Os jovens, no sútil comportamento, desviam o olhar nos encontros. Os idosos vêem-se relegados nas conversas e convivências!
O indivíduo, acima dos cinquenta anos, conhece escamoteado desvio na convivência e saudação. As pessoas, a princípio, convivem nos grupos das respectivas idades!
A atitude, com as velhas gerações, desenha velada discriminação. A ideia do jovem debruça-se na inovação e moda. O velho, no endeusamento do novo, descreve superação!
O esquecimento, no tempo, relaciona-se do novo igualmente ficar velho. A idade incute sabedoria. Os muitos dias, na terrena face, revelam-se esperteza na sobrevivência!
Os indivíduos, nas entrelinhas das atitudes, denunciam crenças e valores. A perenidade da juventude revela-se doce e rápida ilusão!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://info.abril.com.br/

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A divisão dos espólios


O casal labutou pesado no bem estar. A determinação, na administração financeira, transformou-se em economias. O princípio consistiu “em jamais gastar mais do que o real ganho”!
A situação, nas décadas, permitiu criar o trio de filhos. A acumulação de patrimônio tornou-se realidade. Os rebentos, na formação, ganharam a essência dos investimentos!
As oportunidades, nos estudos, foram permanentes. A profissionalização revelou-se principal ganho e legado. Os bens materiais constituíram-se em três belas propriedades!
Os pais, na velhice, anteciparam-se as brigas e intrigas dos inventários. A divisão dos espólios, no perecimento dos genitores, revela-se razão dos conflitos e desentendimentos!
A família em vida, em informal conversa e reunião, definiu a divisão. Os rebentos, na comum concordância, ganharam seus filões. As futuras querelas foram abreviadas e ceifadas!
A legalização ocorreu nos sucessivos passos. Os herdeiros, na riqueza, aparecem nas possibilidades de ganhos e somem, na pobreza, na proporção dos encargos!
O homem precavido antecipa-se as confusões e problemas. O exemplo alheio serve de bela e nobre sabedoria!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://rj.bomnegocio.com/serra-angra-dos-reis-e-regiao/imoveis/casa-em-araras-uma-bela-propriedade-26805897

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A doce ilusão


O singelo broto, nas alturas do tronco, desenvolveu-se próximo as folhas e madeiras. O galho, no contexto da vegetação, tornou-se exuberante e majestoso entre pares!
A predominância, na luminosidade, externava beleza e poder. O sufocamento, nos irmãos, tornou-se triste sina. Os reclamos e xingamentos fizeram escassos resultados!
O crescimento perpetuou massiva concorrência. Jovens brotos, crescidos em galhos, incutiram abafamento e suplantação. A carência de luz levou ao sufocamento de velhos!
A condição, nos dias e meses, instituiu o perecimento. O vento, na rajada, despencou apodrecidos materiais. A altura impulsionou velocidade. O estágio sinalizava eliminação!
A glória do passado perpassou de doce ilusão. A natureza ocupou-se da reciclagem. A matéria, no rejuvenescimento da seiva, reaproveitou as cinzas em novas vidas!
O idêntico aplica-se a governantes e partidos. As partes, na perpetuação do mando, afundam na lama e podridão. A mudança, no advento de gestores e ideias, incute novos ares!
O apegamento do poder, no desgaste, define derrocada acentuada das alturas. A renovação e a transitoriedade, no evitar de conflitos e revoluções, ostentam-se sabedoria!
O rodízio, nos cargos e postos, corrige distorções e falhas. Os indivíduos, nas “facilidades e mimos dos mandatos”, adoram eternizar-se no poder!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.freepik.com/free-photo/forest-sunrise--framing_598518.htm

quarta-feira, 9 de abril de 2014

As singelas anotações


O filho, ao pai, elaborou singela declaração. O bilhete, no ente público, objetivara autorizar a retirada de documentação. A fotocópia, no órgão próprio, tornou-se comprovação!
O manuscrito, das partes, continha nome completo, número do registro geral e cadastro de pessoa física. Os dados, no geral, tornaram fácil a identificação!
O papel, no descarte, acabou jogado na comum lixeira. O recolhimento, no lixo geral, acabaria desovado na reciclagem. Os sucateiros, na rua, processam averiguação de materiais!
O genitor, no conselho, alertou: “- Os dados pessoais exigem cuidados. O cidadão desconhece o alheio uso. A pesquisa, na era online, permitem fins escusos!”
Os lixos descrevem os hábitos de consumo. O camarada, nas disseminadas maracutaias, incorre em roubalheiras. Precauções lê-se sinônimo de esperteza e inteligência!
A discrição, na conturbada vida urbana, tornou-se estratégia de sobrevivência. As oportunidades criam contravenções e pilhagens!
                                                                                                                 
Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://escrevimentosagno.blogspot.com.br/

terça-feira, 8 de abril de 2014

A sútil estratégia


A pessoa, por amizade e tempo, achegava-se a determinado espaço público. O excesso de visitação, no ambiente de trabalho, originava comentários e desconfianças!
Os colegas, na mania das mútuas implicâncias, instituíram gozações. Os excessos incorrem nas inconveniências dos falatórios. A alheia paciência revela-se dádiva divina!
O funcionário, na rotineira ladainha, adotou a sútil estratégia.  A visita, na achegada, careceu da ganhar convite de assentar. As palavras, no em pé, viram-se externadas!
As conversas, no máximo, estendiam-se por breves quinze minutos. O incômodo, na má acomodação, obrigou a arredar o pé. As prolongadas conversas conheceram brevidade!
A prática, em escassas oportunidades, aboliu visitação. O “desconfiômetro” pôde andar baixa conta. As pessoas, no ambiente de labuta, evitam a informal conversação!
O bom senso prevalece nos procedimentos. Os citadinos evitam comprometimentos e envolvimentos!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://uefsfilosofia.blogspot.com.br/p/biblioteca.html

O desânimo tecnológico


O jovem, nas mudanças de estabelecimento de estudo, precisou transferir-se de cidade. A moradia da vila, na periferia urbana, carecia da rede mundial de computadores!
O contato online havia sido uma dificuldade. A alternativa, depois de pesquisas no mercado da implantação, consistiu em correr atrás da ligação!
O dinheiro na mão, em horas, processou instalação. O curioso ligou-se a alegria do cidadão. Lábios conheceram sorrisos. Olhos ganharam brilhos. Íntimos degustaram sonhos!
O computador conectou no mundo. A vida retomou os tradicionais sabores. A exclusão viu-se superada. A conversa online viu-se a rotina. A preocupação constou na máquina!
A juventude encontra-se aficionada na rede mundial. Os esforços, nas necessidades dos contatos, representam dificuldade e marasmo. A moda vê-se no instantâneo!
A Internet, a exemplo da luz, tornou-se serviço imprescindível nas residências. A tecnologia, na facilidade e praticidade, incutiu o vício do uso!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.revista.espiritolivre.org/