sábado, 21 de junho de 2014

A altivez no trabalho


O jovem, como filho das colônias, tomou a direção da incipiente cidade. Os insuficientes solos, na propriedade familiar, induziram a alteração de serviço!
O chão de fábrica, na indústria de calçados, passou a ser o “ganho pão”. Os inícios, no capricho, dedicação e responsabilidade, foram assimilados nas colônias!
Os pais, na tenra idade, instruíram o apego e necessidade do trabalho. A filosofia, no meio século de incessantes jornadas, guiou os caminhos e ideias do pacato cidadão!
O indivíduo, na empresa familiar, pelejou pela vida. A altivez, nas cinco décadas, primou em nunca ter apresentado atestado médico ou faltado ao serviço!
 A exceção, na recuperação das horas, ocorreu unicamente na necessidade de frequentar velórios. Os amigos e familiares, na honrosa despedida, viram-se referenciados!
As idas, em resumo, iniciava no clarear da manhã e entendiam-se ao escurecer da tarde. O sol via-se no intervalo do meio dia. O patrão, na eficiência, mostrava-se o exemplo!
As tarefas, como assalariado e posterior sócio, ocorriam sem distinção. O cidadão, no “coringa do baralho”, acompanhava a produção. Desafios recaíam na sua responsabilidade!
O meio de sobrevivência, na implantação da massiva tecnologia, redimensionou-se nas linhas de produção. Os afazeres realizados, no encanto, carecem de serem cargas e coações!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://josechuseg.blogspot.com.br/2010_10_01_archive.html

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O discurso marxista


O cidadão, na instrução estatal, formou-se depois de muitos anos dedicados ao estudo e a formação. O concurso, no serviço público, revelou-se o caminho de ascensão ao ganha-pão!
O ingresso, na estabilidade e salário, aliciou o mérito profissional. As ciências humanas, nas políticas do estado, mostraram-se a especificação e a paixão!
Os “gabinetes da papelada”, na fixação e preparação de planos, tornaram-se a delegação. As alocuções, nos idealismos partidários, sucediam na ideologia da socialização!
Os padrões, dos desmantelados estados socialistas da Europa, permaneceram como meta e miragem. O exemplo, nas Américas, inspirava-se na amostra cubana!
O dinheiro, na receita, sobrevinha da suada produção originada no capitalismo. Os espoliados tributos, obra da iniciativa particular, custeavam o bom ordenado!
O fato, na ilusão das gestões, exterioriza as ofuscadas alocuções marxistas. O interesse, na apropriação das legendas, versa em adonar-se e perpetuar-se no domínio estatal!
Os radicais, nos discursos e princípios partidários, adoram legislar sobre a alheia riqueza. Os empreendedores e proprietários, no distorcido preceito capitalista, tornaram-se senhores das obrigações e riscos da produção!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://lounge.obviousmag.org/pindorama/2012/10/recepcao-do-marxismo-no-brasil.html

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A perda da identidade


O pacato lugarejo, na paragem, nutria analogia. Os residentes, como filhos das colônias, possuíam centro comunitário, dialeto local, escola particular, igreja cristã, modelo peculiar...
A colonização, no século de isolamento, compôs desenvolvimento autóctone. A mentalidade colonial, inserida na cultura latina, ganhou adequação e particularidade!
O distrito, na onda das emancipações político-administrativas municipais, ganhou autonomia. A municipalidade, na proximidade do poder público, propagou progressos!
O caminho de acesso, na facilidade das estradas, trouxe a implantação do asfalto. Os deslocamentos granjearam ágil e intensa circulação dos automóveis e pessoas!
A identidade, na década sucessiva, tornou-se desfigurada. A incursão dos estranhos tornou-se hábito. Os apegos locais viram-se dissolvidos nas diferenças e novidades!
A ambição e egocentrismo, na ideia das aparências e posses, dominaram no implante da filosofia do consumismo. Os valores tradicionais perderam expressão e participação!
O figurino consistiu em “conduzir possantes máquinas”. A tranquilidade foi “pervertida na admissão da parafernália tecnológica”. O progresso altera apego à cultura local!
A humanidade, na diminuição das distâncias, conduz-se na direção da relativa uniformização. Avanços carecem de ser sinônimos de felicidade e realização!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.es.gov.br/

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A mexida no celular


A motorista, no desordenado e engarrafado centro, dirigiu no pico. A agitação, entre pedestres e veículos, sucedeu-se no espaço. A afobação via-se uma constante correria!
As longas filas, na alternância dos semáforos, abarrotaram o lugar. Os estacionamentos, nas laterais, infernizaram a circulação. Conduções haviam por todos os lados!
A guia, na traseira, sentiu a mexida. O veículo, de trás, bateu no descuido. A situação repetiu-se no parado trânsito. Outro acidente de percurso somou-se nas rodovias!
O causador, no desejo da liberação da rua, pediu de estacionar lá na frente. A vítima, na confiança, acatou o pedido. A preocupação primeira foi anotar placa e tipo de carro!
O motorista, na lei do esperto, escapou da situação. O desejo havia de repassar danos e prejuízos. A ocorrência policial viu-se necessária. O reparo, no processo, será na Justiça!
A causa, no relato de testemunhas, consistiu na mexida ao celular. A desconcentração, na direção, sucedeu-se no ínterim. A malfadada ideia de ocupar-se no paralelo de tarefas!
A direção e telefonia, na pressa do deslocamento e dinheiro, andam em imprópria parceria. O trânsito, no compasso da confusão e espera, descreve exercício de inteligência e paciência!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.capitalfm.com.br/

terça-feira, 17 de junho de 2014

A barbeiragem no trânsito


O velho professor, de forma acidental, encontra-se com o outrora estudante. O fulano, na vida profissional, tornou-se agente público. O zelo da legislação viu-se no encargo!
O concurso, como guarda municipal, o introduziu no serviço público. A segurança, com ganhos certos no final de cada mês, seduziu na função do ofício!
A conversa, sobre a realidade do trânsito, toma sentido. O mestre, num tom de brincadeira e gozação de penalizado, interroga: “- Muita multa? Cadê o bloco das infrações?”
O funcionário, como notório amigo, externa explicação. “As multas visam disciplinar a realidade. Os motoristas, na afobação e pressa, comportam-se como crianças!”
Os detalhes seguiram: “- A barbeiragem revela-se infração! As erradas manobras, nos acidentes, foram infrações mal sucedidas! As penalizações evitam o caos na circulação”.
O bom mestre necessita aprender e valorizar amizade e explanações. O conhecimento e sabedoria, exteriorizada na experiência, serve de escola à vida!
As transgressões, no trânsito, sucedem-se de forma contínua na rotina. O gênero humano manifesta-se dificílimo em padronizar e uniformizar!

                                                                      Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A relativa padronização


Os moradores, nas localidades, viram-se em meio às charadas e necessidades na colonização. O dilema, nas carências e distâncias, conduzia a criação e invenção!
As dificuldades, nos limitados recursos, ganhavam adequadas soluções. A modernidade, na facilidade do comércio e transporte, avigorou negócios e unificação!
Os locais abstiveram-se sucessivamente de criar e inovar. Os artigos, como artefatos e utensílios, foram comprados e trazidos. Os sujeitos criativos ficaram parcos!
Os “prontos” advieram nos maquinários, veículos, vestuários... Os cardápios, na facilidade do rancho, externaram-se nos pratos. O consumismo acolheu-se nos interiores!
Os artífices, autodidatas e especialistas, verificam-se nas carências financeiras. Os residentes, na adversidade, obrigam-se encontrar soluções aos particulares problemas!
Os citadinos ofertaram-se ao “consumo da cultura de fora”. Escassos indivíduos, no específico de artigos, ousam criar e inovar na produção. Artigos e ideias afluem importados!
A humanidade encaminha-se na idade contemporânea na direção da relativa padronização. A criatividade humana, em setores e situações, parece chegar aos limites do conhecimento e habilidade!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.brasilescola.com/psicologia/consumismo.htm

domingo, 15 de junho de 2014

A estranha doença


O assalariado e inativo, na conversa de mercado, discorre sobre a inflação. As partes, “na dor do bolso”, queixam-se do poder de compra. O dinheiro some no conjunto dos aumentos!
Os preços, a cada ida e vinda, absorvem maiores dispêndios. As mercadorias e quantidades, em medidas e volumes, diminuem nas sacolas. A grana verifica-se calculada!
Carnes elevaram preços. Guloseimas atenuaram volumes. Salames encolheram no tamanho... A maquilagem ganhara vulto. Os salários, na reposição, ficaram no contraído!
O aposentado, no espanto, explana: “- Os produtos ostentam a doença da incompetência e vigarice. Os gestores, nas perdas monetárias, elevam ganhos!”
O ganhador constata-se no próprio governo. O administrador, no bom senso, sabe da necessidade dos controles de gastos. As famílias e países perseguem idênticas regras!
A inflação, na ordem nacional, aponta desvios de rota. As alocuções e cantilenas, na dificuldade e requinte da moeda, enganam escassa gente!
O barnabé, na base da pirâmide da produção, sente a “moléstia”. Os trabalhadores, legítimos produtores das riquezas, custeiam nos alicerces os descalabros!
Os governos, na vicissitude da moeda, convivem na agitação e dificuldade no mando. O “veneno do mundo” desponta na língua do povo!

                                                                  Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://br.advfn.com/economia/inflacao/brasil/historia