segunda-feira, 28 de março de 2016

O estratagema


A pilhagem, no ambiente urbano, anda no aferrado e altivo. Os assaltos e saques, em botequins e vias, sobrevêm nos contos e hábitos. A mulherada, no carregado de importâncias, recorre ao encanecido estratagema. A grana, no movido das modestas compras, aufere aguerrida guarda. O esconderijo, no interno dos sutiãs (lingeries), tornou-se reavida sina. A fortuita exigência, na incerteza, decorre na negativa de valores. As damas, no transcorrido de épocas, nutriam costume e recurso. As bocas, na dimensão da vida, solicitam obrigação de mantimento. Os problemas, na extensão das multidões, acirram-se nos conflitos e convívios.

Guido Lang
“Artimanhas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.curiosidademind.com.br/

O comunicado pastoral


O místico, na homilia de domingo (Páscoa), cumpriu decisão e pregou vigilância. A circular, no intuito pastoral, incidia no aviso e difusão. A mensagem, no inserido (prédica/sermão), transcorria em atenuar ânimos e pacificar forças. A ocasião, na política, acorria nas divisões e facções (avessas e radicais). Os tempos, nos desenlaces da crise (econômica e política), motivam atenção e reflexão. A população, na concessão dos benefícios ou obrigações, acorre no ardido e dividido. As estirpes, no próprio seio, andariam atiçadas e divididas (no adepto ou adverso). Amigos e vizinhos, na conjunção dos bairros e linhas, precisariam dispender frieza e meditação. A sugestão, na confabulação, consistia em inibir antipatias e exaltações. Os negócios, em auferidas regalias, acorriam em rejeição ou simpatia. O dinheiro, no alento ou desgosto do bolso, motiva divergências ou preferências. A religião, na visão marxista (“ópio do povo”), busca atrelar e pacificar rebanhos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: https://trigonolagar.wordpress.com

O especial serviço


O módico agricultor, na migração campo-cidade, andou aclamado e afamado. A chefia, na cota do cargo de confiança, empregou na afeição e experiência. O serviço, na aflição braçal, afluiu no cuidado e reparo peculiar. Os canteiros e flores, no incrustado das vias (adjacências do Centro Administrativo Municipal), versaram na singular arte. O florescido, na parca estação, insurgiu aparências e cenários. A população, na conjunção das folgas e mates, acudia na apreciação e convívio. Os passeios, no lugar, contraíram admiração e expressão. O segredo, no delirante florido, incidia no módico artifício. O jardineiro, no curtido das colônias, empregou ciência e paciência. O adubo, no alocado dos viveiros, caiu na arte e diferença. Os ossos, no cozido e moído (farelo), eram alocados nas raízes e solos. Os ativos e relevantes, nas carreiras, assentam no enigma e suor. O capricho e cuidado, no acréscimo das tarefas, advém no denodo e requerem tempo. A pessoa, no ofício, precisa constituir diferença e saliência.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: https://www.youtube.com/watch?v=RkIJHHh63Dc

sábado, 26 de março de 2016

Os dignos


As estirpes, no lugar da localidade, conhecem-se nas épocas e origens. As vidas, nos exames, contam intensos contatos e memórias. Os irmãos, no princípio da bisbilhotice, buscaram aferir conduta e renome. As regras, no critério fraude e retidão, afluíram no sentido. Os resultados, em transcorridos, brotaram admiráveis. A conclusão, na instituição nominal, acudiu na ascendência dos logros. Os oitenta por cento, no maculado, acudiram em ambíguos lances. Os vinte por cento, no afamado, afluíram na retidão das passagens. O fato expõe: o mal está alastrado na espécie. Os honrados, em corretos e justos, circulam deveras esparzidos.

Guido Lang
“Artimanhas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: https://danielmcarlos.wordpress.com

As faltas


O agricultor, em passados anos, caía na apreensão e avaria. O açude, na abastança do peixe, notou-se esvaziado e furtado. Os malandros, no velado, trataram de tirar sobras. As vésperas, na Sexta Feira Santa, afluíam na incursão e infracção. As faltas, no cardume, geraram apatia e sossego. As avarias e indagações, no contorno da via, esboçaram carência. Os larápios, na ciência, deixaram de apreciar e perguntar em peixes. Os trapaceiros, no ofício, acudiam em extraordinários profissionais. Os estranhos, no negócio alheio, importam-se na extensão das perspectivas e regalias. O sujeito, na extensão das riquezas, vê-se preocupado e subtraído.

Guido Lang
“Artimanhas do Cotidiano das Vivências”

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sexta-feira, 25 de março de 2016

A exótica moda


Os empregados, no recinto do ofício, navegam no acoplado e unido. As inovações, na técnica da informação, alteraram conceitos e praxes. As ocasiões, no contínuo, afluem em ficarem conectados. As mãos, na destreza, advêm absorvidas no teclado. Os olhares, no vidrado, decorrem entrelaçados no painel. Os ouvidos, na distração, desfrutam os musicais... O prazer, no diluído das atenções, converge em seguir informado. A parafernália, no repleto de dados, sobrevém no abjeto proveito (pessoal). As dívidas, na sinistra gerência, caem nas apreensões. O inativo, na sequela, transcorre no obeso. O convívio, nas cercanias, ocorre no casual... As pessoas, no alocado mundo, ostentam feições de autômatos. As circulações, nas “selvas de pedra”, assemelham-se na “perdida ilha”. Nenhuma pessoa, na multidão, faz caso da vida do outro. O ente, na psicose urbana, trate de asseverar alento e pressa. A biografia, no apinhado humano, transcorre na apatia e solidão.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

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O ditado


O sujeito, nas manhas, assistiu-se assíduo cliente e parceiro. As folias, no alcance da grana, caíam no anseio e fartura. O aferrado, no impulso sexual, conheceu apinhado de associações e mormaços. A conduta, no parco tempo, descreveu seu apreciável e ativado comércio. O sexo, no preceito social, move acúmulos e sustentos. Os grudes, no lavor, abrigam artifícios e distrações. O ditado, nos convívios, define usual destreza e falação. A sabedoria, no banal, aventa: “O dinheiro, na mão, denota calcinha no chão”. Os ofícios escusos, nas agitadas quinas e vias, ocultam identidades e interesses. As pessoas, na penúria, afluem em preços.

Guido Lang
“Artimanhas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.paulada.com.br/