terça-feira, 1 de março de 2016

O apelo aos amigos


O assalariado, no consecutivo, foi erigindo casa. O alvo incidiu em evadir-se dos créditos e infindáveis meses de prestação. O dinheiro, no parco, exigia capitalização e engenho. O pedreiro, no cunhado, despontou no exclusivo contratado. O assistente, em auxiliar da obra, mostrou-se no próprio. A empreitada, na ocasião das férias e finais de semana, tomou tempo e vulto. A consorte, no ínterim, absorveu-se nos afazeres e gastos da limpeza e mesa. A dupla, no esfomeado das jornadas, exigia líquidos e refeições (na exatidão). A construção, no sensato período, achegou-se na composição da chapa e viga. O par, no exclusivo do concreto, caíria no demorado. O arrojado, na situação crítica, apelou à elegância dos amigos. O pessoal, em três horas e seis homens, deu mão no domingo (manhã). O custeio, na consideração, sucedeu na farta mesa. O pouco, no contíguo das jornadas, brota na monumental obra. Os motivados, nas desventuras, atinam atitudes práticas de saídas.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.acritica.net/

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Os adversos moldes


O sujeito, na classe de profissional autodidata e braçal, encorpa no pesado o sustento. O ofício, na condição de pedreiro, exige destreza e energia. O horário, na entrada e largada, calha no clássico cronômetro. O trabalho, na densa argamassa e pedra, avulta horas e suor. O apropriado assistente, no acessório, apressa e facilita a obra. O enigma, no bom apresto da massa, advém na propriedade dos afazeres. O laborioso, no fecho das semanas, avalia na ponta da língua as empilhadas horas. O cálculo, no crédito, flui no saldo espontâneo. O dinheiro, no construtor/dono, decreta cobertura no atenho. O numerário, no amontoado semanal da pesada mão, escorre no frouxo modo. Os achaques, na porção do baralho, bebida, cigarro e folia, absorvem o fruto do trabalho. A expressão exibe: O sujeito, no difícil auferir dinheiro, precisaria gastar na segura mão. O amassa-barro, no afortunado, acorre na infrequência da sorte do apostador. As impróprias atitudes, no prático, educam nos adversos moldes.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria"

Crédito da imagem: http://virusdaarte.net/pedro-pedreiro/

A miscelânea de funções


O sujeito, no instruído das colônias, assimilou alma aprimorada e mudável. Os pais, na circunstância das matas, morros e roças, versaram em instruir nas obrigações e problemas. Os misteres, na labuta rural, acorriam na pluralidade de afazeres e funções. O filho das colônias, nos acasos e bruscos, deve idealizar e improvisar saídas. A expressão, na ciência empírica, denota manejar variedade de ações e utensílios. O operoso, no experto, deve saber de tudo um pouco. A fórmula, no teste, abarca arrumação, construção, cozinha, criação, plantação... O fato, na conjuntura das migrações, tornou indivíduo característico nas cidades. O disciplinado, no chão do campo, tornou-se especial no plano das oficinas. A utilidade, na inteligência, avalia-se nas épocas das crises. A contratação, no ofício, anda baixa e escassa. O prático, no contíguo dos afazeres, ganha expressão na ascensão dos postos. Os pais, no calejado das vivências, tratam de educar filhos nos preceitos das origens.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/41060-vida-rural-ii.htm

Pintura de Antonio Gomes Comonian.

Imagem meramente ilustrativa.

O presságio dos galos


Os alaridos, na circunstância das localidades, sinalizam presença das criações. Os galos, nas caladas manhãs e tardes, apontam aparências e pátios. A cantoria, no alento da idade, exterioriza solicitação e volúpia.  O anseio, no camuflado, incide em aliciar ou manter harém. Os residentes, na vivência dos filhos das colônias, instituíram explicação e profecia. A crendice, na memória oral, transcorre gerações e paragens. A cantoria, na dicção abafada e demorada, corta ambiente e distância. O tempo, no ar rarefeito e calor infernal, assinala agouro e sufoco. A seresta, em três dias continuados no tom, delineia agonia e morte. Algum perecimento, no meio comunitário e circunvizinho, existiria no curso e fecho. A pessoa, no amparo final, vestiria alívio e destino. A natureza, no artifício da seleção natural, busca reciclar linhagens. Os agnósticos, nas arengas, discorrem ocasionais acasos. Os supersticiosos, no presságio, conferem escondida faculdade. As superstições, no usual, nutrem algum fundo de verdade.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://noticias.band.uol.com.br/

Os segredos dos porões


As habitações, no modelo de edificação dos antigos, caíam nos benévolos e extensos porões. As espessas obras, em madeiras e pedras, desafiam ações do tempo. Os ambientes, no decurso das estações e gerações, variaram valiosos paióis. Os residentes, em produções e petrechos, formaram depósitos e dispensas. Os utensílios, no abrigado e estirado, descrevem evolução das ciências e técnicas. Os ajuizados, no período da nacionalização (1939-1945), trataram de sepultar acervos (bibliográficos). Os poupadores, no numerário em reservas, versaram de soterrar jóias/moedas... Sensatas moradas, em colunas, inventaram de improvisar camuflados castelos e fortes. O ambiente, no extremo calor ou frio, assistiu-se no abrigo das intempéries. Os ataques, na mostra da Revolução Federalista (1893-1895), sinalizaram defesa e esconderijo. As famílias, no agradável do fresco e sombrio, trataram de consagrar atmosfera. Os porões, no padrão das edificações, contam ciência e fortuna dos idealizadores.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1438086

Imagem de Rene Hass, 2011.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O auxiliar de cozinha


O vadio, no tremendo boa vida, arrumou associação e ocupação. A companhia, no amancebado, motivou alteração de endereço. A direção, no adereço campo-cidade, incidiu na apropriada e progredida idade. A senhora moça, no domicílio e negócio, tratou de oferecer abrigo e sustento. Os amigos, na desocupação profissional, estiveram preocupados na maneira da sobrevivência. O trabalho braçal, no específico de construtor, andava complexo na crise. A construção, no momentâneo, estava na baixa contratação. O confrade, no encanecido contratador, amainou ânimos e encorajou cátedra. Os familiares, no rancho das colônias, dariam mantimento. A convivência, no casal novel e vivido, consistiria no bom auxiliar de cozinha. A enamorada, na cama e mesa, adoraria ajuda e presença. O apropriado varão, no desempenho, necessita confirmar afeição e força. A “vassoura nova’’, na firme armação, decorre na absorvente varredoura. “O macaco velho carece de meter mão na cumbuca”.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://morandosemgrana.com.br/

A esquisita chacota


O afamado golpista, na excêntrica ação, aplicou distinta proeza. O sujeito, no serviço braçal e casual, obrou em diversos conhecidos e moradas. A construção, na ciência, advém no ofício. Os donos, na diária, saldam produção. Os contratantes, no encanecido perito, acabaram em amigos. Os adiantamentos, na distração, incidem na cedência (ao sagaz). O dinheiro, na cessão, acorria na jura de futuras jornadas. As dívidas, no crédito, tomaram vulto nos quadrantes. O camarada, na avançada idade, arranjou companhia. O amor, na alteração de endereço, inovou na “junção dos panos”. Os credores, no brio da chacota, inventaram esquisita campanha. Os “empepinados”, na concessão, iriam angariar quilos (em carnes). A festança, na comilança, cairia na união. O pessoal, no legítimo, falta em reaver devidos. O cara, no avesso (em crédito), aflui na visita seguida ao casual devedor. A casa, no chão do acesso, fica roída de tamanha insistência. O cara, no ajuizado na vadiação, acorre na atuação e invenção.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://blogdobozogandu.blogspot.com.br/