segunda-feira, 21 de julho de 2014

A indigesta AIDS


O indivíduo, na condição de abonado e conceituado cidadão, advinha como amistoso e galanteador. O esperto, no fácil e interessante discurso, alardeava o dom do convencimento!
A mulherada, na indiscrição e interesse, ensejava chamegos e peripécias. As trovas, na astúcia camuflada, resultavam nas “fugidinhas”. Os motéis facilitaram as familiaridades!
O inédito, na brusca doença, ocorreu na saúde. O galã, no feitio e peso, começou a deformação. O desespero, na indigesta HIV, afligiu o deprimido!
A correria, no tranquilo lugarejo, sucedeu às clínicas. O alarme, na dezena de prestigiadas damas, ocorreu na contaminação. O marasmo rondava as remotas companhias!
A doença, no aclaramento dos sucedidos, originou constrangimento. As senhoras, agora matrimoniadas e progenitoras, municiaram consultas. Consortes requisitaram explicações!
As brigas e intrigas, nos receios dos seios familiares, assumiram ponderação. A casualidade aplicou memorável e ousada armadilha. A veracidade registrara manifestação!
O inimaginável, na essência dos abrigos, emerge as alturas. As familiaridades, no global mundo, advêm no conhecimento e transmissão!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/vacina-contra-aids-em-macacos-pode-eliminar-o-virus-do-organismo

domingo, 20 de julho de 2014

O excêntrico momento


O motorista, na intuição do escasso trânsito, inovou no horário. O deslocamento, na grande cidade e distância, sucedeu-se no singular tempo. A rapidez via-se a pretensão!
O jogo, na respeitável decisão da seleção, parecia absorver a população. A televisão, na transmissão, via-se promovida. As atenções eram sorvidos na atuação!
Os torcedores, no ordinário, viam-se afeiçoados na apreciação. O país, na economia, ensaiava breve estagnação. A folga e paixão assinalaram ajuntamento ao ensejo do futebol!
O frenético condutor, na comodidade e sociedade do filho, deparou-se na ilusão. A agitação e direção mantiveram-se firmes no movimento. Os sujeitos prosseguiram nos veículos!
Aplicados motoristas, no compromisso e ganho, conservaram operação. Autoestradas aguentaram corridas aos quadrantes. O sistema, no necessário, impedia o fausto da parada!
O caso, no exemplo, arrola a variedade das sentenças. A padronização, na classe e negócios, verifica-se impossibilidade. O livre-arbítrio expõe a riqueza da espécie humana!
O indivíduo, na diária e particular história, delineia uma odisseia. A psicose do tráfico, na infinidade dos veículos, traduz passagem do artificial e bizarro mundo!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://cerveramarca.wordpress.com/tag/viagem-de-carro/

As dissimuladas técnicas


O ancião, na ativa vivência, acabou atraído às diretorias e entidades. O exame assimilou ardis e benefícios da direção. O comentário exteriorizou a dissimulada esperteza!
A alocução, em resumo, incidiu: “- As funções, no particular, visam galgar comandos. Os sujeitos enveredam para criar fama. O apego calcula o enriquecimento e promoção!”
O bom senso somou-se: “- O indivíduo, na política, sujeita-se as alianças. A fraqueza força a adesão aos fortes. A mudança é difícil diante da força da máquina do mando”.
A melhoria assistencial, no objetivo da criação das entidades, tornou-se acessório. Os entes, no exercício, servem de manobra aos espertos. As falações verificam-se embustes!
O fato, na prova, aclara o descaso das instituições. A descrença disseminou-se no seio das populações. O problema consiste em encontrar preocupados em ralar nas diretorias!
O indivíduo, no interesse de assimilar conhecimentos, obriga-se a escutar os calejados. O diálogo e exame, no comum das vivências, lê as dissimuladas técnicas!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.matutando.com/brasileiro-experto/

sábado, 19 de julho de 2014

A áurea do calçado


A manufatura coureiro-calçadista, de 1930 a 1990, conheceu a glória nos vales dos rios (Sinos, Paranhama, Caí e Taquari, no Estado do Rio Grande do Sul). Filhos das colônias tomaram a essência da fabricação!
A indústria artesanal, em fundos de quintais, pipocou as centenas. As modestas iniciativas, em décadas, tornaram-se progressivamente extraordinários empreendimentos!
Consistentes empresas transformaram-se em referência em cidades e linhas. As vendas, nos variados mercados (internos e externos), geraram farturas e fortunas!
As edificações, em moradas e residências, abundaram nos cantos e retiros. A migração, na necessidade de mão de obra, invadiu as outrora “atmosferas coloniais”!
As fortunas aludiam transcorrer estirpes e gerações. O declínio, no contíguo dos lucros, propunha-se insonhável. A diversificação industrial sucedia na baixa contagem!
A concorrência asiática, na contratação dos especialistas locais, conduziu na fulminante transferência do ciclo do calçado. O tesouro, na especialização, mudou de nação!
As propostas, na necessidade de altos ordenados, venderam a ciência da industrialização e produção. Incentivos, da noite ao dia, transferiram firmas ao nordeste brasileiro!
Os profissionais, nos milionários salários, leiloaram o conhecimento e habilidade. O fantasma, dos abandonados prédios, transcreveu-se nos antigamente floridos vales!
A carência, na pesquisa e planejamento, implantou falências. A sobrevivência, no mercado interno e nos serviços liberais, subsistiu nas outroras cidades do calçado!
O prestígio, na faina dos ancestrais, ficou nas lembranças. O couro e o calçado mostram-se a glória de determinada época e gerações. A reformulação assistiu-se inadiável!
A História, na essência, descreve analogias. As riquezas, no genérico, circulam por meio dos ciclos econômicos!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-574722813-sandalia-de-saltos-alto-beleza-pura-em-3-cores-_JM#redirectedFromParent

A curiosa choradeira


O empregador, ao aprendiz, determinou nova ocupação. O auxiliar, cansado e enjoado nos afazeres do dia, recebeu a deliberação. O papel incidia em carregar a caixa no segundo pavimento!
O peso, no pegado, tornou-se dificuldade e preocupação. A choradeira jazia na aberração do carregamento. A cebola, no interior, propunha o “transporte de chumbo”!
A solicitação, na precipitação, incidiu no auxílio casual do dirigente. O patrão, atarefado no atendimento ao público, desvencilhou-se da ajuda na fruteira!
O recurso, na sugestão, versou em fazer várias corridas. O serviçal, no desapego a ocupação, realizou a improvisada forma. A tardança propunha uma eternidade!
O espreguiçado sobrecarrega-se nos pesos. O trabalhador cansa-se nos excessos de marchas. O braçal afazer, na era da robotização, anda na baixa estima!
As empreitadas, na malvada pretensão, transcrevem a ideia da indolência. O dinheiro, na efetiva produção das riquezas, transcreve-se na difícil conta do trabalho!


Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.fernandesimoveisrs.com.br/produtos/0,28514_casa-top-2-pisos-3-dorm

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O sonho de consumo


O residente, criado na propriedade de subsistência, defrontou-se na dificuldade. Os recursos financeiros e materiais, no seio familiar, sucederam-se na escassa conta!
A escola primária e rural externou-se na base da formação cultural. As penúrias, na proporção da idade, incidiram em tomar a direção do “ganha-pão” urbano!
O capricho e dedicação angariaram os dividendos. A compra de terreno, a construção de moradia e a montagem do lar foram obtidos no paulatino comprometimento!
As poupanças, na aposentadoria e continuação na labuta, possibilitaram o insonhável. O sujeito, na amada consorte e amadurecidos filhos, contraiu pujante caminhoneta!
A aspiração, nos primórdios, transcrevia a fantasia. O espantoso materializou-se no entusiasmo e obstinação ao trabalho. O fantástico revela-se viável na ambição e tempo!
O ânimo e apego, na batente, constroem pirâmides e movem montanhas. As conduções, na apresentação do status, delineiam riqueza e segurança!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://oficinadeideias54.blogspot.com.br/2013/04/dicas-de-legislacao-de-transito.html

As impróprias escolhas


A família, filha das colônias, inovou no controle e rigidez. A residência, localizada na afastada linha, oferecia restrições às companhias e experiências sociais!
As meninas, submetidas à rigidez e vigilância, conheceram pronta subordinação. Os genitores, na idade dos namorados, adotaram a escolha das parcerias conjugais!
Os amigos, primeiros namorados e futuros maridos, advieram na afeição e aspiração dos progenitores. As três moças, na ausência de escolha e oposição, aprovaram as decisões!
As consequências, nas consecutivas décadas, indicaram a incompatibilidade de gênios. A desventura, na migração ao ambiente urbano, originou filhos, separações e traumas!
Os rebentos, nas memórias, conservaram os esparsos regozijos dos inconvenientes relacionamentos. As ambições orientaram-se no ensejo de refazer as núpcias!
O livre-arbítrio, em quaisquer aspectos, norteia-se imprescindível à felicidade e sucesso. Uns, na ideia de ajudar, atrapalham mais do que realmente auxiliam!
                                                                                              
Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://delicadaefeminina.com.br/vestidos-selecao-vestidos-brasileiros/