sábado, 14 de junho de 2014

Os segredos do lixo


Os vizinhos, no comum das realidades urbanas, convivem no distanciamento. As relações, no acidental, verificam-se nos escassos cumprimentos e fortuitas palavras!
Os moradores procuram seguir a vida. Alguns, a princípio, ignoram detalhes dos outros. Cercados, nas grades e muros, isolam prédios! Fechado traduz discrição e indiferença!
Os vizinhos, em três oportunidades semanais, largam lixo residencial. O espaço, na lixeira, vê-se compartilhado. Os descartes, nos restos, descrevem o modo de subsistência!
Os materiais possibilitam a leitura dos consumos. A minúcia, no rejeite, liga-se ao número de garrafas. Os invólucros, na habitual pinga, denunciam saliente ingestão!
O próximo, no cochilo, expõem as dificuldades de alcoolismo. O achaque refletiu-se inclusive na desunião matrimonial. O descontrole acirra-se na intensidade e rotina!
Imundícies, ao perito, delineiam informações. Intrigas e reservas, na circunvizinhança, integram as vivências. Acidentes espelham dados do comportamento e subconsciente!
As pessoas, no sentido implícito, descrevem crenças e valores. A perfeita discrição iguala-se a doce Ilusão!
                                                         
Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.clasf.com.br/q/garrafas-vazias-de-absolut-red-label-black-label/

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A precoce chefia


A direção, no serviço público, convocou excepcional reunião. O objetivo, no cargo de confiança, consiste em avaliar trabalhos e discutir propostas da secretaria!
Os funcionários, como subordinados, encontram-se ligados no horário. As tarefas, entre concursados e nomeados, iniciaram na ligeira e suscita exposição individual!
As três dezenas, pós-formação escolar, exteriorizaram o histórico pessoal e profissional. Os técnicos, funcionários de carreira, discorreram das décadas de experiências na empreitada!
O chefe, fruto da atuação partidária, tinha os vinte e quatro anos de idade. Os concursados possuíam três dezenas de anos no trabalho. As chefias, no ínterim, foram muitas! 
A realidade, nas principais funções públicas, espelha os critérios políticos nas escolhas. Os servidores efetivos adaptam-se as mudanças das gestões e mandos!  
Os concursados e técnicos, na direção da aposentadoria, direcionam o alvo. A hierarquia, na carreira da ocupação pública, ostenta-se preceito e princípio primário!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://sindireceitaamsorria.blogspot.com.br/2011/02/hierarquia.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O perspicaz desprezo



O trabalhador, nos afazeres, priva-se de falar de esporte. A rivalidade, “no local do ganho pão”, atrasa e rouba tempo. A implicação, “na mania da flauta”, adia fabricação!
A paixão, na folga e passatempo, relaciona-se ao time do coração. Os noticiários, no jornal e rádio, veem-se acompanhados nos resultados esportivos e tabelas de classificação!
Os concorrentes, no principal rival, alimentam a “torcida do contra”. O sucesso de um, a princípio, induz malogro do outro. A ardente competição aguça intransigência e paixão!
O torcedor, no íntimo, externa aborrecimento e rejeição. Os rivais, nos espalhados diários nos mictórios (na semelhança de tapete), alastram-se nas páginas da concorrência!
As colunas, do time do coração, mostram-se extraídas e poupadas no uso. Os frequentadores, nas idas e vindas (no ente público), pisoteiam os dados do antagonista!
O desprezo, na velada forma, mostra-se externado. Os fanatismos, na parte esportiva, expõem-se na simbologia dos times. As pessoas, nas futilidades, adoram desperdiçar tempo!
O sentido implícito, nos costumes e procedimentos, expõem os apegos e créditos. As pessoas, de forma arguciosa, exibem seus amores e ódios!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.tribune.by/?p=15486

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A especial consideração


O proprietário, na diversidade de aves, ostenta afeição e capricho. As galinhas, criadas folgadas e soltas, ganham renovada água e variedade de trato. O tratador, na condição de dono, vela pelos membros. Algumas unidades, no entanto, revelam-se as apreciadas e mimadas. Elas, nos olhos, ganham a preferência da atenção e observação!
A mãe, numa dezena, adora os filhos. Os brotos, à existência, advieram das entranhas. A companhia mostra-se especial alegria e gratidão. A filha menor, no conjunto, destaca-se a excepcional. Ela, na afinidade e jeito, salienta-se no coração. A afeição e amizade, no cotidiano das vivências, veem-se exteriorizada nos cuidados e preocupações!
Deus realizou o milagre da vida. Os entes espalham-se pelos ambientes. Este zela pelas espécies. Os humanos, na bendita esperteza, despontam imitação do próprio Espírito. O Criador, no conjunto, ufana-se de todos. Uns, nas milagrosas mãos, salientam-se muito exclusivos. As ações e agudezas traduzem-se em avanços e sucessos!
A mente humana, na insignificância, mostra-se incapaz de assimilar a grandiosidade da obra divina. O indivíduo, na breve e curta passagem terrena, convém orientar-se na amizade e benevolência!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem:  http://www.saiadolugar.com.br/empreendedorismo/8-atitudes-para-nao-ser-um-esquecido-na-multidao/

terça-feira, 10 de junho de 2014

O passeio de estudos


O filho das colônias, no amigo e parceiro, efetuou visita. O objetivo, no especial dia, consistiu em conhecer a orgulhosa terra. As conversas e vivências advieram em consideração!
O turismo, pelo lugarejo, tomou peculiar importância. As paragens, nos armazéns, criações e entidades, conheceram visitação. A preocupação visava em conhecer o diverso!
Os relatos orais, na história local, sucederam-se no deslocamento entre paisagens. O visitante, na finura e interesse, queria “assimilar e avaliar a alma dos moradores”!
O objetivo consistia no oportuno avanço e inovação. O extraordinário, na funcionalidade do fogão campeiro, despertou atenção e estudo. A novidade seria uma economia!
A proposta, na eficiência e facilidade, acabou aprovada na instalação. A poupança, na disponibilidade de tempo, ganhou destinação e emprego!
O artifício, no domínio, ganhou a utilidade. As comidas, no estilo de Buffet, mudaram costumes e hábitos caseiros. Os atilados viajam na imaginação de achar o genial!
A praticidade, na razão das facilidades, convém conhecer e instalar em boa hora. Opiniões e inovações modificam e norteiam a associação humana!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://imoveis.culturamix.com/dicas/paisagem-rural

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O teste da retidão


O camarada, na profissão de estudante, mostrou-se contratado ao emprego temporário. A recepção, ao público, sucedia-se nas variadas festas e restaurantes!
O trabalhador, na atuação de garçom, advinha como complemento e reforço. O ocasional ganho, em finais de semana, auxiliava na formação e sustentação nos estudos!
O empregador, na condição de ecônomo da sociedade, externava astúcia e avaliação. O mercador, no proposital descuido, deixava estiradas moedas e notas!
Os módicos valores, no eventual desvanecimento, externavam apropriação e fraude. A exoneração, na ausência de explicações, fazia-se no fim da jornada!
A elegância, nas atitudes e procedimentos, instituiu confiança e sociedade. Inúmeros aspirantes, na afobação e necessidade de captação, caíram na argúcia e “ratoeira”!
Os astutos e retos, no teste da limpidez, alcançaram expressivas somas nos consecutivos anos. O auxiliar, na condição de companheiro, recebeu a informal contratação!
A consciência honrada e serena é sinônimo de alegria e sabedoria. A pessoa, no dia-a-dia das experiências, verifica-se analisada e medida nos caracteres e obras!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://wordstripper.blogspot.com.br/2010_09_01_archive.html

domingo, 8 de junho de 2014

Os dentes de ouro


O filho das colônias, nas sucessivas décadas, andava pelas colônias. A dentadura, no sorriso, mantinha-se particular apresentação. O brilhante ouro anunciava beleza e bonança!
Os implicantes, no falecimento, faziam chacota do roubo do patrimônio. O artefato, na venda do metal, complementaria o caixa. O dinheiro advém bem em quaisquer tempos!
O perecimento, na avançada idade, sucedeu-se em certa hora. A ousadia, no dia, consistiria em colocar mão naquele ouro. A discrição e esperteza andariam de mãos dadas!
O coveiro, como pedreiro, procurou atrasar serviços na manha. A sepultura, no definitivo fechamento, via-se no marasmo. O desejo, no individual, foi de apanhar a peça!
O profissional, na ausência de semelhantes, efetuou ímpar e melindrosa procura. O caixão, pós-fechamento, conheceu averiguação e violação. A ética e legislação foram infligidas!
Os entesourados dentes careceram da presença. Os espertos, na arrumação do corpo, anteciparam-se no provável recolhimento. A antevisão ostenta-se nobreza e sabedoria!    
As pessoas, nos financeiros e vantagens, ostentam excepcional profissionalismo. Os defuntos, na existência do monetário, carecem do pleno repouso e sossego!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://saude.divulgueconteudo.com/292209-justin-bieber-e-sua-dentadura-de-ouro