domingo, 18 de maio de 2014

A ímpar criação


A moradora, filha das colônias, resolveu inovar na criação. O exemplo, em longínquas paragens, parece exclusivo caso. O apego, no amor, prevalece sobre o interesse monetário!
A rural, no contexto da casa colonial, instalou o criatório de gato. A bicharada, na casa e pátio, dorme e espreguiça. A diversidade, nas unidades, salienta-se na espécie!
Os animais, no número dos aproximados cinquenta, afrontam no quadrante. O forasteiro, na ocasional visita, admira-se da proliferação pelos cantos e recantos!
O criatório, na abstinência do extermínio, descreve praga. Os felinos, nos dias, clamam por comida. Leites, miúdos e rações, aos eternos esfomeados, decorrem em baixa conta!
Os ratos querem distância do terreiro. Os pássaros privam-se em desafiar a sorte. As cobras inexistem nas redondezas. A dona, entre os elementos, ostenta-se adorada rainha!
A excessiva convivência, animais e humanos, inspira o temor das doenças. Os fatos e situações, nos esdrúxulos exemplos, sucedem-se igualmente próximos ao indivíduo!
A excessiva proliferação, de qualquer espécie, descreve a noção de praga. Gatos, nas facilidades de subidas e descidas, devassam quaisquer ambientes e espaços!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.blogdotioben.com.br/

sábado, 17 de maio de 2014

O bom conselho


O forasteiro, na carência de companhia, achegou-se a mulher afamada e fácil. A bebedeira e dança, na brincadeira e diversão, tomaram forma na festança!
Os ousados afetos induziram aos desejos íntimos. A combinação, na diversão e habilidade da dança, enobrecia a pista. O baile, no passatempo, via-se na alta conta!
Alheios olhos, atentos e discretos, apreciavam o fogoso relacionamento. A conhecida, ocasional amiga do estranho e forasteiro, aproveitou o cochilo da ida ao sanitário!
A senhora moça, na advertência ao ingênuo, externou bom e proveitoso conselho. A advertência, na solidariedade entre corretos e justos (contra as malícias), foi externada!
A fala consistiu: “- Cuidado! A sicrana, vizinha próxima, ostenta-se porta de cadeia”. O cidadão, nos abertos e atentos olhos, procurou resguardar-se das desagradáveis surpresas!
O joio, no trigo, salienta-se em primeira instância. As segundas intenções, no imprevisto dos maus, salientam-se no contexto. A confiança tornou-se sinônimo de pérola!
A bondade e solidariedade, aos limpos e puros de coração, apresentam-se como necessidade. A ocasional amizade, na casualidade e serventia, advém em boa hora!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://mario-mca.blogspot.com.br/2012/06/infelizmente-o-joio-tambem-dizima.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O simples banco


A empresa, na facilitação, efetuou a modesta doação. O banco de praça, simples assento, foi abrigado na parada. Os usuários de ônibus abreviaram os ônus dos aguardos!
O artefato, instalado na cobertura, continha o nome da firma. A propaganda destacava-se na pintura. A divulgação, em escassos dispêndios, via-se finura comercial!
Empregados, na largada, beneficiaram-se nas delongas. Escassos horários, nas linhas, suavizaram demoradas esperas. O útil ao agradável via-se peculiar astúcia!
O detalhe, no artifício, revela disfarçada crença. A insegurança transparece nas entrelinhas das vivências. A precaução significou a manutenção e permanência!
O assento, no alicerce da construção (estação), angariou reforçado corrente e trava. O cadeado preveniu a roubalheira. O sumiço, no previsto, denunciou o disseminado!
A imaginação, na quantia, consiste em passar a mão. A pilhagem ostenta-se impregnada no gênero humano. Ferrolhos e grades transmitem a sensação de segurança!
O ente compartilhado, ao reservado uso, costuma ser subtraído. “A oportunidade faz o ladrão!”

Guido Lang
“Crônica das Vivências”

Crédito da imagem: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/15-empresas-que-fecharam-fabricas-em-2013

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O ímpar sumiço


O filho das colônias, na ideia dos dividendos, comprou chalé. O investidor, na aplicação dos recursos, alugou moradia. Os ganhos, no final de cada mês, reforçaram orçamento!
Os inquilinos, na cidade grande, sucederam-se em número e tempo. As reformas, numa época, foram imprescindíveis. O intervalo, na cedência, tornou-se necessário!
O proprietário, na avaliação das reformas, ficou boquiaberto e surpreso. O imóvel, no impensável e inimaginável, “criara pernas”. A remoção ocorrera até nos alicerces!
A dezena de profissionais, em questão de hora, efetuou a demolição. Os desconhecidos advieram do ignorado. O material, às pressas, viu-se carregado no caminhão!
Os vizinhos, na ideia da venda, despreocuparam-se no aviso. O dono, na visita, apreciou o descampado. A bandidagem mostrou-se digna de admiração e elogios na ousadia!
O camarada, no surrupiado, precisa ostentar unicamente patrimônio. A impunidade, na fragilidade da segurança, desestimula empreendimentos e investimentos!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.nasavassi.com.br/2012/07/casa-abandonada-na-savassi-comeca-a-ser-demolida/

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A diferença de produção


O agricultor, nas necessidades de subsistência, cultivou produtos do consumo. O objetivo encontrava-se na diminuição dos dispêndios. A diversidade mostra-se a riqueza!
Abóbora, aipim, amendoim, arroz, banana, feijão, milho, no exemplo, ganharam as atenções e preferências. O curioso, na casualidade, sucedeu-se no plantio da batata doce!
Determinada área, adubada e corrigida, ganhou o cultivo da rama. O tempo, no trabalho do único dia, inviabilizou a conclusão. O jeito, em duas etapas, foi concluir a tarefa!
A produção, no intervalo de horas (na alternância de lunação), criou a diferença. A Lua, na minguante e nova, somou os melhores volumes; crescente e cheia os menores!
Os agricultores, numa corrente, afirmam plantar na terra e não na Lua. Outros confirmam a influência. O cidadão, nos grandes empreendimentos, norteia os detalhes!
O santo, na decida, facilita o deslocamento; na subida dificulta a quilometragem. O empreendedor salienta-se em conhecer os segredos dos negócios!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: https://emdiacomabalanca.wordpress.com/tag/sucesso/

terça-feira, 13 de maio de 2014

A longa duração


A criança fora criada de maneira frouxa e solta. A família de baixa formação escolar e familiar absteve-se de externar explicações e orientações. O guri, em tenra idade, mandava no “próprio nariz”!
Os ambientes e companhias, na melindrosa e povoada vila, incentivaram os “escusos caminhos”.  As disseminadas drogas, no crack e maconha, ganharam novo consumidor!
A vida, em boa dose, canalizada a “doação às porcarias”. A sobrevivência, no custeio ao vício, tornou-se ardilosa e um contínuo desafio. Os débitos incorriam nas ameaças de morte!
A esperteza, na autopreservação, tornou-se precaução! O camarada, da vizinhança, ganhou admiração da longa vida. Amigos e parceiros careceram de merecer idêntica sorte!
A habilidade, na sobrevida, consistiu na criação das amizades. Os moradores foram poupados dos delitos. Os roubos, de pequena monta, abstinham-se na própria vila!
O dinheiro, na essência, advinha dos ganhos dos idosos pais. A tragédia, por tempos, pareceu postergada. As drogas, na acentuada propagação, redimensionaram a civilização!
As escolhas, na tenra idade, definem a essência dos caminhos. A sobrevivência, no agitado e conturbado mundo, exige esperteza e habilidades nos relacionamentos!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.fatoreal.blog.br/artigos/o-velho-problema-das-drogas/

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A mania do consumo


O menino, na pré-adolescência, ganhou tarefa familiar. O guri, nas corridas e recados das emergências, ensaiou-se na convivência e trabalho. A obrigação era boa e nobre escola!
A tarefa, na desorganização das básicas aquisições (no hábito de consumir produtos frescos e novos), consistia em ir às compras. Os atropelos e passeios eram comuns nos dias!
O mercadinho, na esquina da vila, mantinha conhecido e tradicional cliente. A mania, no retorno do caminho a casa, havia em comprar e degustar alguma guloseima!
Os pirulitos ganhavam atenções e preferências. Os lambe-lambes facilitaram a degustação. O vizinho, estranho na vizinhança, observou o peculiar comportamento!
O senhor, na implicância, externou: “- Ah! Então és tu o menino que o pessoal chama de Zé do Pirulito!” O guri, no espanto, ficou na dúvida: responde ou ri na explanação!
O esdrúxulo, nos comentários e falatórios, origina apelidos e gozações. A juventude, na rápida sucessão, vê-se desconhecida às velhas gerações. Exageros implantam as manias!
Gozações e implicâncias ventilam os ambientes de rotina. Ofensas externadas perpetuam-se na memória!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.agomes.com.br/